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by floatvibes
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o trauma é inassimilável. será que é por isso que as buscas globais por essa palavra no Google triplicaram entre 2015 e 2025? estamos tentando entender melhor o que é trauma… e também o que não é trauma?desde sempre, a noção de trauma criou um campo muito vasto na literatura, na arte, na cultura popular, e hoje, obviamente, na internet. o termo entrou com tudo na gramática do mal-estar contemporâneo, um tempo em que o sofrimento muitas vezes não é só narrado, ele é compartilhado, performado e estilizado. e existe uma vida livre de trauma? possivelmente não. mas será que estamos assim todos tão traumatizados? o conceito se tornou um referencial cultural dominante, uma tentativa de fazer com que a nossa dor seja escutada e levada a sério em um mundo que dá mais valor ao que é certificado por um diagnóstico. só que, quando tudo é rotulado, empacotado e até vendido como trauma, como fazer para distinguir e atravessar as verdadeiras experiências traumáticas?para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a neuropsicóloga e psicanalista Maria Nogueira Maria.e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo - encontro online (ao vivo no dia 19/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências. outros episódios do Vibes em Análise citados:O Silêncio do ABUSOCulto ao AUTOCONTROLECOMPULSÕES Digitaispara mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaraedição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
durante muito tempo, discutimos a tecnoadicção como um fenômeno ligado sobretudo a mídias sociais, videogames e pornografia. mas a lógica da compulsão digital vem se deslocando cada vez mais para outros domínios: as finanças gamificadas e cheias de cashbacks, as apostas e mercados de previsão, os chatbots e interfaces de IA sem os quais se tornou impossível viver, os aplicativos de trading e, para muita gente, o irresistível jogo dos cupons e das compras online. são mundos híbridos entre informação e entretenimento em que parece que a gente está sempre à beira de criar algum tipo de dependência. fissura. abstinência. círculo vicioso. acesso hiperfacilitado. falta de regulação. um sistema de recompensas sequestrado. sacrifícios e perdas em tantas áreas da vida. será que ainda tem como escolher usar… ao invés de simplesmente se sentir usado?.. e não sentir que a sua autonomia individual está sendo colonizada? alguns usuários se excedem mais que outros, mas a verdade é que o excesso está programado no próprio modo de uso. são arquiteturas que transformam as necessidades humanas legítimas em circuitos de engajamento economicamente exploráveis.para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o David Nemer, Antropólogo da Tecnologia e Professor e Pesquisador da Universidade da Virgínia.e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, encontro online (ao vivo no dia 05/05 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaraedição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
o historiador Eric Hobsbawm diz assim: “a palavra ‘comunidade’ nunca foi utilizada de modo mais indiscriminado e vazio do que nas décadas em que as comunidades no sentido sociológico passaram a ser difíceis de serem encontradas na vida real”. ou seja, relações mais fluidas ou precárias, empuxo ao hiper-individualismo, grupos temporários, múltiplos e frágeis. a gente está vivendo a era dos simulacros de comunidades?o grupo de corrida ou de crossfit, o clube do livro, o culto/igreja, o grupo de whatsapp de mães da escola…são muitos os tipos de grupos que têm ofertado algum senso de comunidade. para muitos de nós, resgatar ou mesmo criar e cultivar o sentimento de pertencimento vem se tornando uma questão de sobrevivência. afinal, estar vivo hoje é enfrentar um paradoxo muito angustiante: quais os limites entre a individualidade e a solidão? qual é o balanço na nossa vida entre Eu e Nós? um conflito que está na base do que o sociólogo Richard Sennett chamou de tirania da intimidade. nesse contexto, como engajar em uma comunidade? para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a ensaísta, pesquisadora e professora de Comunicação na UFF, Paula Sibilia.e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 21/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaracaptação, edição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
a gente conhece muito bem o roteiro: depois do “e aí, beleza”, "qual sua idade?”, “onde vc mora?”... é bem comum que venha aquela pergunta: “vc tem fetiche?” tem os que tem uma tara por determinadas partes do corpo, tem os que gostam de fazer sexo em lugares públicos, tem também quem diz que o único fetiche possível é o dinheiro. sem falar que a essa altura do tecnoerotismo, todo mundo conhece alguém que caiu nas graças da produção de conteúdo erótico ou se aventurou no sexting com IA. será que estamos investigando e falando mais sobre as especificidades do que nos excita?o cenário de recessão sexual indica que estamos transando menos, e que o tesão que levava ao ato cedeu lugar às interfaces mediadas e à tentação dos algoritmos. enquanto isso, as categorias do pornô se multiplicam a cada dia e os creators eróticos prometem realizar todas as suas fantasias, aquelas mais específicas que você não tem coragem de contar pra ninguém. mas afinal, qual é o limite de um fetiche? e o quanto ele pode libertar ou quem sabe aprisionar o exercício da nossa libido?para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a influenciadora Veronica Domingues, que gosta de unir temas um pouco polêmico com humor em suas redes sociais.e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 07/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências. para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaracaptação, edição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
“oi, será que a gente pode conversar?” sempre tem uma coisa que a gente queria dizer mas não consegue falar, não sabe nem por onde começar. e tem também aquilo que a gente não tá disposto a escutar… e temos até medo de como podemos reagir. sentimentos reprimidos, mensagens nunca respondidas… às vezes falta tempo ou espaço ou coragem mesmo. ou então alegamos que estamos sem paciência pra DR. e quase sempre… falta palavra. esse episódio é para todo mundo que não aguenta mais o peso de uma comunicação interrompida e perigosamente insuficiente. como é que pode… na era mais conectada da história, nesse faladeiro sem fim que atravessa nossos dias, a comunicação com quem mais importa ficar tão truncada, difícil e fragmentada? quando chega a hora de ter aquela conversa importante, a gente pode travar, se irritar, desanimar e fugir — como se muitos de nós estivéssemos sofrendo de um sério caso de canseira relacional. e aí, será que dá para cavar uma oportunidade e ter aquela conversa que você simplesmente ainda não conseguiu ter?para expandir a nossa escuta sobre esse assunto, contamos com a participação da linguista e escritora Jana Viscardi.e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. um encontro online (ao vivo no dia 24/03/26 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências. para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaracaptação, edição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
dancinhas, caretas, figurinhas, desafios, gatinhos, vozinhas, brincadeiras, pegadinhas e fofurinhas. é impossível passar 10 minutos na internet sem cruzar com conteúdos, digamos, bem infantis e infantilizadores. tudo num limite estranho entre inocência e apenas bobagem. é o criador de conteúdo histriônico que experimenta comidas aos berros — e tem milhões de visualizações por isso. ou tantos nutricionistas que só conseguem falar sobre boas escolhas na alimentação na base do humor. ou do escracho. isso sem falar nos funkos, reborns, labubus, coleções infinitas de brinquedos. e, claro, a pérola de 2025: adulto de chupeta e mamadeira. o psicanalista Donald Winnicott defendia que o sujeito se constitui a partir de uma tendência inata para a integração, o aprimoramento das relações interpessoais e o amadurecimento psíquico. e claro que, para esse desenvolvimento todo acontecer, o ambiente tem que contribuir positivamente. mas que ambiente estamos oferecendo para a juventude para além de uma cultura que infantiliza os adultos? e mais: como a indústria cultural e o mercado vêm fazendo uso da Nostalgia como um recurso emocional que provoca familiaridade, senso de identidade e conforto emocional?para ampliar a nossa escuta sobre o tema, contamos com a participação do Fabio Belo, psicanalista e professor de psicanálise da UFMG e apresentador do podcast Conversas virtuais sobre psicanálise.* esse episódio tem o apoio de Hinge, o aplicativo de relacionamentos que foi feito para ser deletado. faça o download clicando aqui.para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaracaptação: Zamunda Studioedição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
“eu sou o meu trabalho” ou “o meu trabalho é uma parte de mim"? a discussão sobre a dimensão do trabalho nas nossas vidas não é nova, só que os tempos atuais são atravessados por diversos fatores que complexificam ainda mais a distinção entre vida pessoal e profissional. daí se fala mais sobre gestão de tempo, procrastinação, cansaço compulsivo, autoaperfeiçoamento, as ciladas da automação, as condições do sujeito emprecariado, a pejotização, a plataformização e o medo do desamparo financeiro e da obsolescência do ser humano diante do avanço da tecnologia. os descontentamentos com o trabalho são um dos temas favoritos da internet - e não é para menos. a relação dos brasileiros com o trabalho anda estranha, pra dizer o mínimo. o Brasil é o 4º país mais estressado do mundo e o 2º no ranking de casos de burnout. dados recentes mostram que o país registrou mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais. esse é o maior número desde 2014. tem gente que ainda diz que o brasileiro não gosta de trabalhar, mas desse jeito, quem aguenta? claro que a questão é estrutural. no fim, não é só que talvez você esteja em crise com o trabalho; é que o trabalho em si também está em crise. uma crise econômica, social e política. uma crise que precisa de muita elaboração. para expandir a nossa escuta sobre esse tema, tivemos a honra de escutar o psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e também criador do maior canal de psicanálise no YouTube, Christian Dunker. (@chrisdunker)para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaraedição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
desabafos, rage-baiting, vídeos absurdos, opiniões forçadas, postagens sensacionalistas, guerras musicais, indignação, haters e muito, mas muito textão. é impossível passar um dia sequer nas mídias sociais sem passar raiva. a gente até sabe que o nosso ódio tem sido instrumentalizado para aumentar o engajamento e, mesmo assim, parece que se tornou impossível resistir. e a nossa única certeza é que hoje a internet vai estragar o meu dia.será que um comentário negativo tem o poder de anular 100 elogios? sim. até porque a gente sabe que a “condição cronicamente online” é sobre estar sempre à flor da pele. existiu um tempo em que os nossos sentimentos eram mais retidos na nossa vida privada, mas hoje sentimos em público: os afetos e as emoções passam a ser mais sociais, conectados pela tecnologia. e aí é fácil cair em um modo de viver e interagir com mais Tempestividade, ou seja — é intenso, elétrico, estimulante e dopamínico.para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos o arte educador Guilherme Terreri (@rita_von_hunty)para mais VIBES, acesse os perfis da float: InstagramTikTokassine nossa newsletter no Substack.faça parte do nosso grupo no Telegram.e você ainda pode se tornar assinante do Vibes em Análise e receber conteúdos exclusivos e antecipados.pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedkeprodução: Fernanda Ogasawaraedição e montagem: Jessica Correaarte: Gustavo Jácome
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como a psicanálise pode nos ajudar a refletir sobre o mundo em que vivemos e as mudanças do nosso tempo? o podcast da @floatvibes traz sessões de análise com os pesquisadores e psicanalistas André Alves @andre.alves.oli e Lucas Liedke @lucasliedke para escutar as VIBES culturais e comportamentais que estão submersas no nosso inconsciente.
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