
Uma mulher é demitida. Ela abre um processo por discriminação. E o tribunal a absolve porque a empresa contratava mulheres. E contratava negros. Só que nunca tinha contratado uma mulher negra.O sistema jurídico reconheceu os dois tipos de discriminação separadamente. Mas não conseguiu enxergar o que estava no cruzamento.Esse caso real — DeGraffenreid versus General Motors, 1976 — é o ponto de partida do episódio de hoje. E nos leva a uma das perguntas mais antigas da filosofia: o que acontece quando tentamos explicar a vida com mapas que não cobrem todo o território?Neste primeiro episódio da Série Interseccionalidade, mergulhamos no conceito não apenas como debate político ou sociológico, mas como problema filosófico, epistemológico e existencial. Conversamos sobre os limites das categorias sociais, a genealogia histórica da ideia — de Sojourner Truth ao Combahee River Collective, de W.E.B. Du Bois a Kimberlé Crenshaw — e o que Franz Fanon e Lélia Gonzalez tinham a dizer sobre existir num mundo que não tem linguagem para a sua experiência.E, porque rigor intelectual exige honestidade, também examinamos onde o próprio conceito tem seus limites: o risco da fragmentação, da essencialização do sujeito e da hierarquia do sofrimento.Filosofia como arte de viver — profunda sem ser inacessível.
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#70 O que é Saúde? O que é estar saudável?

#69 Saúde não é só ausência de doença e o corpo não é apenas uma máquina

#68 Direitos Humanos, Racismo, Interseccionalidade e Construções Sociais

#67 O Racismo que não precisa de Racistas
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