
Existe uma diferença enorme entre uma violência explícita e uma estrutura que distribui oportunidades, proteção e dignidade de forma desigual — mas de um jeito tão cotidiano que parece normal. Parece natural. Parece como as coisas simplesmente são.Esse é o ponto de partida do episódio de hoje.Nele, exploramos a construção social da raça não apenas como um debate político, mas como uma investigação filosófica profunda: como o poder, quando funciona bem, aprende a se tornar invisível? Como estruturas sociais entram na subjetividade? E o que significa, de fato, ser reconhecido como humano?Passamos por Silvio Almeida e os três níveis do racismo — do individual ao estrutural. Por Kimberlé Crenshaw e o conceito de interseccionalidade, que mostra como raça, gênero e classe não se somam, mas se cruzam — produzindo formas específicas de sofrimento que desaparecem quando analisamos cada categoria isoladamente. Por Boaventura de Sousa Santos e a razão metonímica — a ideia de que uma parte da experiência humana se apresenta como o todo, invisibilizando outros saberes, outras formas de existir, outras formas de conhecer. E por Cida Bento, que nos convida a enxergar o que o privilégio torna invisível — inclusive para quem se considera progressista.No centro de tudo: a diferença entre igualdade formal e equidade real. Entre ser objeto de discurso e ser sujeito de direito.
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#70 O que é Saúde? O que é estar saudável?

#69 Saúde não é só ausência de doença e o corpo não é apenas uma máquina

#67 O Racismo que não precisa de Racistas

#66 A Branquitude e o Branqueamento: quem foi escolhido como universal?
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