Descrição com 2.733 caracteres, bem dentro do limite de 4.000 do Spotify. Aqui está, pronta para colar:Em primeiro de junho de 2024, uma sonda chinesa chamada Chang'e 6 pousou num lugar onde a Terra nunca aparece no céu. Não é metáfora, é geometria. A face oculta da Lua, virada para o lado contrário do nosso planeta há quatro bilhões de anos, jamais vê o nosso azul nascer no horizonte. E foi exatamente lá, dentro da cratera Apollo, dentro da Bacia Aitken do Polo Sul — a maior e mais antiga cicatriz de impacto preservada em qualquer corpo rochoso conhecido do sistema solar — que os chineses recolheram quase dois quilos de rocha e poeira lunar e trouxeram para a Terra.Este é o primeiro de dois episódios sobre o programa lunar chinês. Hoje, a gente mergulha nas missões Chang'e 5 e Chang'e 6, nas amostras que elas trouxeram, e no que esses fragmentos de basalto começaram a revelar nos últimos meses sobre a história profunda da Lua.Vulcanismo que persistiu até dois bilhões de anos atrás, num manto que não tinha o que parecia necessário para derreter. O dínamo lunar que voltou a se reforçar há 2,8 bilhões de anos, contrariando o consenso de décadas. A face oculta com manto significativamente mais seco do que a face visível, sugerindo que o impacto que escavou a Bacia Aitken do Polo Sul redesenhou a química interna de um hemisfério inteiro. A datação precisa, pela primeira vez, desse mesmo impacto colossal em 4 bilhões e 247 milhões de anos. E a Changesita-Y, um cristal microscópico inédito, com o nome da deusa chinesa da Lua, isolado a partir de quase 140 mil partículas individuais.Falamos também sobre os 44 anos de silêncio entre a soviética Luna 24 e a chegada da Chang'e 5, sobre a engenharia da Queqiao 2 — o satélite-ponte que tornou possível a comunicação com o lado oculto — e sobre como esses achados reverberam pela planetologia inteira, ajudando a recalibrar a cronologia de Marte, Mercúrio, das luas de Júpiter e Saturno, de praticamente todas as superfícies rochosas que tentamos datar à distância.A Lua que conhecíamos era um livro pela metade. Tínhamos lido só a face visível. Agora, finalmente, alguém abriu o capítulo do outro lado.No próximo episódio: o que vem pela frente. As missões Chang'e 7 e Chang'e 8, a arquitetura da missão tripulada chinesa para 2030, e por que tudo isso conversa com o que está acontecendo — ou não está acontecendo — no programa Artemis americano.Apresentação: Sérgio Sacani — editor do blog Space Today e do canal Space Today no YouTube.Acompanhe também:Site: spacetoday.com.brYouTube: youtube.com/spacetodayInstagram: @spacetoday1#Astronomia #Lua #ChangE #China #ExploracaoEspacial #SpaceToday #HorizonteDeEventos #Cosmologia #Planetologia #BaciaAitken #SistemaSolar
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