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by Rui Tavares
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Partimos de uma notícia atual: um navio ancorado ao largo de Cabo Verde, para viajar quase dois séculos até outra embarcação, parada no mesmo lugar, em maio de 1833. A bordo segue uma figura fascinante e ainda hoje surpreendentemente pouco conhecida: Flora Tristan. Jovem, franco‑peruana, com uma vida marcada por perdas, violência e exclusão. Separada num tempo em que as mulheres tinham poucos direitos, impedida de ver os próprios filhos e empurrada para a margem da sociedade, transforma essa experiência num motor de pensamento e ação, Flora embarca numa viagem decisiva rumo ao Peru, em busca de reconhecimento, herança e, sobretudo, de um lugar no mundo. Mais do que uma viajante, Flora Tristan torna-se uma voz pioneira do feminismo e uma das primeiras pensadoras do movimento operário. Defende a emancipação das mulheres e propõe algo revolucionário para o seu tempo: a união internacional dos trabalhadores, organizada de forma solidária e autónoma. A sua ideia antecipa o sindicalismo moderno e inspira gerações posteriores, muitas vezes sem o devido reconhecimento. Neste episódio, Rui Tavares mergulha na força da sua escrita, na coragem das suas ideias e no impacto duradouro do seu pensamento. Uma história de resistência, lucidez e transformação que continua a ecoar nos debates de hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em dezembro de 1943, em plena guerra, Arturo Toscanini dirige em Nova Iorque o Hino das Nações, um gesto de resistência, arte e esperança num mundo marcado pelo fascismo, pela censura e pelo medo. Este episódio de “Tempo ao Tempo” acompanha a presença da música como elemento de ação, união e esperança política. Segue também a extraordinária viagem da Nona Sinfonia de Beethoven, da sala de concerto à arena política, da utopia cosmopolita de Schiller à consagração como Hino da Europa, passando por Schuman, Monnet, e pela pergunta que continua a ecoar: faremos nós a Europa, ou faremos nós a guerra? Da Segunda Guerra Mundial ao Dia da Europa, Rui Tavares lembra-nos que os símbolos não nascem por acaso: nascem de crises, de escolhas difíceis e de uma vontade obstinada de não repetir o desastre. E talvez seja por isso que a Ode à Alegria ainda nos comove, porque fala de uma fraternidade possível num mundo tantas vezes dividido.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Vem aí o primeiro podcast do Expresso dedicado à Filosofia. O Príncipio da Inquietação é um podcast onde pensar é um verbo que se exercita a sós e em conversa. Filósofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto Catarina G. Barosa, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e David Erlich, professor e escritor, recebem convidados de várias áreas para diálogos sem rede. Aqui, as certezas são questionadas e a dúvida ganha estatuto de virtude. O objetivo é praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza não a respostas, mas a novas perguntas. Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplicação de podcasts, onde consegue subscrevê-lo, comentar e enviar sugestões.Todas as quintas-feiras um novo episódio, uma nova inquietação. A primeira é já a 7 de maio.A edição áudio e vídeo deste podcast é assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpretação do músico e produtor Pedro Luís, da obra Inquietação, da autoria de José Mário Branco, inspirada na versão interpretada pelo grupo A Naifa. A capa é de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordenação está a cargo de Joana Beleza e a direção é de João Vieira Pereira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O ponto de partida deste episódio é a “Bofetada de Anagni”, em 1303, quando o Papa Bonifácio VIII foi humilhado por emissários do rei de França e vai desaguar no deslocamento do papado para Avignon, onde durante décadas os pontífices viveram sob forte influência francesa. Esse período culmina no Grande Cisma do Ocidente, iniciado em 1378, com a eleição simultânea de papas rivais em Roma e em Avignon, apoiados por diferentes potências europeias. A tentativa de resolver o cisma através de concílios acabou por agravá‑lo, chegando a haver três papas em simultâneo. Rui Tavares leva-nos até este tempo fascinante em que a autoridade da Santa Sé era soberana na idade média católica. Embora o Papa já não desempenhe o papel de árbitro do que hoje chamaríamos sistema internacional, as divisões — ou “cismas” — continuam a marcar a política global, seja entre Estados, alianças ou dentro das próprias comunidades religiosas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Desde há dois mil anos a nossa imaginação viaja até à Lua. No universo da imaginação literária, Luciano de Samósata narrou, no século II da era cristã, essa viagem tão absurda quanto brilhante: um barco levado por um tufão, rumo a uma Lua habitada, em guerra com o Sol, povoada por criaturas absurdas e maravilhosamente inventadas. Neste episódio, Rui Tavares revela-nos o escritor sírio Luciano de Samósata, nascido no século II, falante de aramaico e que escreveu em grego, e como, entre ficção, filosofia e sátira, abriu caminho para outras formas de pensar o mundo e até para a verdadeira conquista da Lua. Do antigo sonho de voar ao fascínio moderno pelo espaço, este episódio percorre uma linha surpreendente da presença da Lua entre literatura, ciência e utopia, e que se estende do século II até a exploração espacial que assistimos na semana passada. Uma história sobre o poder de imaginar o impossível e sobre como, às vezes, a ficção chega primeiro do que a técnica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O que faz Rui Tavares quando não tem tempo para dar ao tempo? Convida-nos a acompanhá-lo nos trabalhos de casa para uma das aulas de Grego Antigo que frequenta com o Professor António Castro Caeiro. O foco central é um exercício de tradução do Fédon, o diálogo onde Platão narra as últimas horas de Sócrates, depois de condenado à morte, antes de beber a cicuta. Através de Platão – que não esteve com o filósofo nessas derradeiras horas – Sócrates, no diálogo com Simias, disserta sobre a ideia de que aprender não é adquirir algo novo, mas sim recordar conhecimentos que a alma já possuía antes de habitar o corpo. Entre a sentença e a execução, discute a morte como a separação final entre a alma e o corpo, defendendo que filosofar é, em última análise, "aprender a morrer".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando e como começou, afinal, a ditadura a revelar-se? Na senda dos episódios anteriores sobre a aproximação ao 28 de maio de 1926, Rui Tavares elege os sinais que anunciam o colapso da Primeira República, o momento em que o golpe deixou de parecer um episódio passageiro e em que a ditadura começou a revelar a sua verdadeira natureza opressiva. E como, perante isso, se desencadeou a resistência que lhe faria frente durante décadas. Da Semana Antifascista de março de 1926, às revoltas do Porto e de Lisboa em fevereiro de 1927, passando pela formação da Liga de Paris, percorremos a construção da resistência à ditadura — dentro e fora do país, entre exílio, prisão e propaganda internacional. Revisitamos importantes figuras como Jaime Cortesão, Raul Proença, Afonso Costa, Mário Castelhano, Elina Guimarães e Hélder Ribeiro, entre muitos outros, e percebemos como se formaram redes de oposição que enfrentaram uma repressão cada vez mais violenta. Entre esperança, desilusão e coragem, este é um episódio sobre a história da longa resistência a uma muito longa ditadura.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio Rui Tavares volta à Persia e recua à Grécia antiga para falar de um livro que foi, durante séculos, uma referência incontornável na reflexão sobre poder, educação e liderança: a  Ciropédia, de Xenofonte. Escrita no século IV a.C., esta obra apresenta a educação do rei persa Ciro, e transforma a figura histórica num modelo de governante justo, inteligente e pedagógico. Embora hoje seja pouco lida, a sua influência foi enorme: marcou leitores como Júlio César, Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. A Ciropédia não é apenas um relato sobre a Pérsia antiga. É também uma meditação sobre o que significa governar, aprender a liderar e formar o carácter. Xenofonte — ateniense, discípulo de Sócrates e autor de textos célebres como a Anábase — usa a infância e a formação de Ciro para pensar a relação entre disciplina, observação, respeito pelos outros e autoridade.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa. A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos.
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