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by TenisBrasil
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Um dos mais gabaritados treinadores do tênis nacional, o ex-profissional e também empresário Marcelo Meyer acaba de lançar seu segundo livro. Em clima descontraído e muito informativo, a obra "Bate-papo" responde nada menos que 113 perguntas sobre os mais diferentes aspectos do esporte, de treinamento a empreendedorismo.Na conversa com o editor José Nilton Dalcim, Meyer adianta alguns tópicos abordados, como a importância em controlar a mente, o papel da família nas carreiras juvenis e como clubes e academias precisam se adaptar ao momento de alta que o esporte vive em todo o país."Existe diferença entre talento e habilidade no tênis e eu dou muito valor à questão do talento, que acima de tudo é a disposição em se dedicar de corpo e alma ao esporte", afirma Meyer, que treinou promessas como Marcelo Saliola e Andrea Vieira e vê ótimo futuro à nova geração nacional.
Com resultados inesperados, quedas dos líderes do ranking e novos campeões, Roland Garros foi um dos mais diferentes Grand Slam dos últimos tempos e serviu para redimir Alexander Zverev e mostrar que Mirra Andreeva pode brigar pela ponta do ranking. Estas são algumas conclusões dos analistas convidados, Alexandre Cossenza e Otávio Maia, no Podcast TenisBrasil desta semana.Em bate papo com o editor José Nilton Dalcim, eles também falam sobre a fragilidade física de Jannik Sinner, o derretimento de Aryna Sabalenka e destacam o jogo cada vez mais maduro de João Fonseca, que marcou não apenas vitórias espetaculares como mostrou evolução técnica, tática e física.Por fim, Cossenza e Maia falam do título juvenil de Guto Miguel, mas ressaltam que a expectativa é de um crescimento menos explosivo do que aconteceu com Fonseca.
🎙269 - Tênis de Mato Grosso cresce e dá bons exemplosDepois de sofrer problemas internos, a Federação do Mato Grosso passou a ter administração empresarial nas mãos do presidente Jurandir Lima. E, em pouco tempo, a modalidade viu crescimento quantitativo e qualitativo.O Programa Virando a Chave tem sido a base do trabalho, dando espaço aos clubes e treinadores, trazendo a família e aumentando o calendário.Agora, Lima quer colocar em ação o projeto "Tênis para Todos", com parcerias estratégicas e ocupação maior dos espaços públicos. "Leo Storck, Livas Damazio e Agnes Loyola mostram que temos qualidade, e a Federação ajuda em tudo o que pode", conta o presidente no Podcast TenisBrasil.
Um dos poucos brasileiros a chegar numa final de Roma, o ex-profissional e agora técnico e empresário Mauro Menezes é o convidado desta semana no Podcast TenisBrasil. Na sua opinião, o amplo domínio de Jannik Sinner é saudável: "Isso ajuda a divulgar mais o esporte e torna o italiano um exemplo a ser seguido", avalia.Menezes também destaca o crescimento técnico do circuito feminino, com jogadoras cada vez mais versáteis e competitivas, e recorda seu vice-campeonato de duplas com Danilo Marcelino, em 1989, quando perderam o título para Pete Sampras e Jim Courier. "Roma era muito diferente em termos de estrutura", conta.Ele também criou há sete anos o Instituto Próxima Geração, projeto social que tem o tênis como base, e se diz realizado: "A proposta de transformar a vida das crianças, das famílias, tem sido plenamente atingida. Hoje temos alunos que chegaram à faculdade e estão dando aulas", comemora.
O tênis brasileiro vai chegar ao cinema. Esse é o projeto de quatro anos que o premiado cineasta Leandro Lima determinou para a realização de um trabalho de fôlego, tentando acompanhar o desenvolvimento das principais promessas nacionais passo a passo.Inclusão social e empoderamento são temas que Leandro aborda em seu trabalho de mais de 20 anos e ele acredita que isso também vale para o tênis, esporte que passou a praticar há dois anos e se apaixonou. "Costumo bater bola no Pelezão, que tem quadras públicas aqui na Zona Oeste de São Paulo, e um dia deparei com um morador de rua jogando tênis. Achei a história incrível e percebi que o esporte tem muita história para contar".
O tênis brasileiro teve cerca de 40 jogadores que atingiram o top 100 de simples, mas poucos seguiram em quadra depois da aposentadoria. Thiago Alves é uma das importantes exceções. Há uma década, ele comanda o centro Alves Oliveira em São José do Rio Preto e agora encabeça um projeto de tênis competitivo que será lançado na academia Next Level, em São Paulo.Na entrevista ao editor José Nilton Dalcim, o ex-número 88 do mundo relembra sua carreira e mostra como sua experiência tem sido válida no desenvolvimento de jovens tenistas. Ele acha que as oportunidades melhoraram para a difícil fase de transição do juvenil para o profissional, porém a competitividade aumentou. "O tênis vive um novo 'boom' no Brasil, estamos mais estruturados, mas precisamos aproveitar o momento com união e metas", destaca.
Há 19 anos, o professor Pedro Stucchi percebeu que poderia fazer muita coisa com a quadra pública da Prefeitura de Valinhos, cidade de 130 mil habitantes na região metropolitana de Campinas. Criou o "Raquete para Todos" e desde então cumpre com rigor sua proposta: já colocou 3 mil pessoas em contato com o tênis e distribuiu cerca de 2 mil raquetes. Tudo gratuito."Temos um lema: quem tem média 7 na escola, ganha raquete", conta o sempre entusiasmado Stucchi. "Para quem ainda não possui boletim, a premiação é dada se comer salada". Ou seja, uniu esporte, educação e saúde, criando uma grande corrente de amigos, tenistas, empresários e lojistas da região, que sustentam o dia a dia do projeto social.Mas ele vai além: trabalha com pessoas com necessidades especiais, como o autismo; já mandou tenista para o universitário norte-americano; forma professores, tem equipe competitiva e ajuda cadeirantes. Um tremendo exemplo.
Não é apenas o tênis tradicional que vive um momento de expansão pelo Brasil. O tênis sobre cadeira de rodas também está em ascensão, com ótimos resultados internacionais. E muito disso se deve ao excepcional trabalho do mineiro Leo Botija, que revelou e treina dois nomes fortíssimos da nova geração, Vitória Miranda e Luiz Calixto.O jornalista Mário Sérgio Cruz bateu um gostoso papo com Leo para o Podcast TenisBrasil desta semana e o treinador não segurou as lágrimas ao contar sua história de dedicação e perseverança, que mudou a perspectiva de vida de Vitória e Luiz. Os dois cadeirantes passam a encarar o circuito profissional nesta temporada.
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