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by Luís Aguilar
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Ricardo Lemos, antigo diretor de imprensa do Benfica, considera que o caso entre Gianluca Prestianni e Vinicius Júnior transformou-se numa “bomba mediática” difícil de gerir para qualquer departamento de comunicação, admitindo, ainda assim, que teria seguido um caminho diferente. Lemos, que deixou funções no final da última temporada e era responsável, entre outras tarefas, por acompanhar treinadores e jogadores nas conferências de imprensa e definir quais os atletas que falavam após os jogos, comentou a polémica que marcou o encontro entre Benfica e Real Madrid, da Liga dos Campeões.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Formado no Sporting, Paulo Sérgio conheceu o futebol em várias latitudes. Numa carreira feita entre Portugal, Espanha, Chipre, Brunei e Indonésia, desde cedo percebeu que nem tudo no futebol é um conto de fadas: “Depois de sair do Sporting, tive salários em atraso em quase todos os clubes”, recorda. “Antigamente não havia estabilidade e era permitido aos clubes. Graças ao Sindicato dos Jogadores consegui sempre receber à exceção da última passagem pelo Olhanense.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Queria ser jogador de futebol e chegou a receber um convite de Aurélio Pereira para integrar a formação do Sporting. No entanto, o hóquei em patins, que começou por acaso, foi ganhando espaço na sua vida. “Era apenas uma brincadeira e uma forma de estar com os amigos”, recorda. “Até à minha ida para o Paço de Arcos, quando tinha cerca de 16 anos, nunca pensei em ser desportista profissional.” Foi precisamente nesse clube que conquistou a Taça CERS, equivalente à Liga Europa no futebol, afirmando-se a partir daí como uma figura incontornável do hóquei português. Ao longo da carreira, representou o Benfica durante várias épocas e passou também pelo FC Porto. Pela seleção nacional, sagrou-se campeão europeu em 1998 e foi considerado o melhor jogador do Mundial de 2001.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na organização do Sporting, explica Bruno Sá, o presidente do clube é, por inerência, também presidente da SAD. O candidato às eleições de 14 de março garante que Frederico Varandas “já se aumentou seis vezes desde que é presidente”, numa decisão que, diz, foi tomada apenas ao nível da SAD e sem que os sócios do clube fossem ouvidos. “Varandas já se aumentou seis vezes desde que é presidente, numa situação apenas aprovada pela SAD e sem ouvir os sócios do clube.” Para Bruno Sá, o processo deveria ser diferente e mais transparente para quem faz parte da vida do clube. “Acho muito bem que as pessoas tenham remuneração, mas o processo destes aumentos tem de ser mais transparente para os sócios. E, face aos resultados desportivos, os sócios aceitariam esses aumentos, com certeza, mas deviam poder ser escutados.” Segundo o candidato, na última temporada Frederico Varandas terá auferido cerca de 900 mil euros, somando remuneração fixa e prémios.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Especialista em marketing desportivo e diretor executivo do IPAM, Daniel Sá tem-se habituado a olhar para as grandes figuras do desporto como marcas. Presença assídua nos media nacionais e internacionais, e autor de vários livros sobre o tema, afirma que “Michael Jordan, no mercado americano, e David Beckham, na Europa, abriram a porta aos jogadores enquanto marcas globais”. Em relação aos treinadores, não tem dúvidas: “Mourinho foi o primeiro treinador superstar.” Sobre Cristiano Ronaldo, e ao contrário da opinião generalizada, defende que a ida para a Arábia Saudita ou a recente visita à Casa Branca — onde esteve com Donald Trump —, apesar de muita contestação, não tiveram qualquer impacto negativo: “É uma marca que continua a crescer e já pouco precisa do futebol jogado”, revela. Daniel Sá divide Ronaldo em quatro dimensões: “Há o jogador, depois vem o atleta que participa em publicidades, segue-se o influencer e, hoje, temos a fase do investidor. A marca atualmente vive mais destes três ‘Ronaldos’ do que daquele que está dentro do campo.” Sobre a permanência de Ronaldo na Seleção Nacional, Daniel Sá não entra na conversa dos adeptos, mas fala como marketeer: “Por mim, Ronaldo jogava na Seleção até aos 80 anos. Em termos de contratos, prémios, direitos televisivos, a Seleção vale muito mais por ter Ronaldo. É assim há muito tempo. Ele tem alimentado a Seleção nesse sentido.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Passou por clubes como Benfica, FC Porto, Belenenses, Vitória de Setúbal, Santa Clara ou Académica e representou a seleção nas camadas jovens, incluindo o Mundial de sub-20. Após a carreira, teve uma breve incursão no imobiliário e não previa voltar ao futebol. Mas tudo mudou com um convite da SportTV para comentar salários em atraso — tema que conhecia bem. A experiência correu bem e a televisão tornou-se caminho sério. Após 17 anos como comentador na SportTV, juntou-se à equipa de análise desportiva da SIC Notícias. Durante a carreira, viveu episódios marcantes. No Benfica, confrontou um jornalista que o culpou por um golo sofrido... quando já nem estava em campo. “Já tinha sido substituído. Pensei que ele era maluco ou mau caráter.” Passado algum tempo, encontrou-o e abordou-o:“Perguntei se tinha algo contra mim. Ele respondeu: ‘Não, tenho muita admiração por si.’ Quando dizem isso, normalmente é mentira. Era daqueles que criticava sem avaliar.” Até ao final de 2025, a SIC Notícias recupera os episódios mais ouvidos do ano de ‘Ontem Já Era Tarde’. Recorde aqui as histórias do antigo defesa do Benfica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma história que Ricardo Araújo Pereira já contou várias vezes, mas que continua a guardar como um dos momentos mais marcantes da sua vida. Certo dia, enquanto seguia de carro com os pais, viu Eusébio a tentar apanhar um táxi. Pediu ao pai que parasse e dirigiu-se ao antigo jogador para lhe oferecer boleia. “Ele estava com dificuldades em apanhar um táxi porque iam todos ocupados. É logo algo que não faz sentido. Se o Eusébio quer um táxi, a outra pessoa tem de sair e deixá-lo entrar. É isso que faz sentido”, recorda. Eusébio aceitou o convite. Tinha de chegar ao aeroporto de Lisboa, de onde o Benfica partiria para um estágio. “Eu não conseguia falar. Estava perto de uma divindade. Mas os meus pais, que não são crentes, foram sempre a falar com ele”, conta, entre risos. Durante a viagem, o pai de Ricardo contou um episódio curioso: certo dia, numa piscina onde se encontravam vários jogadores do Benfica, teve uma cãibra dentro de água. Foi Eusébio quem o retirou da piscina e lhe deu uma picada no músculo para aliviar a dor. “E o Eusébio, muito simpaticamente: ‘Então não me lembro?’ Eu, sempre calado.” No dia seguinte, o jornal A Bola noticiava que Eusébio tinha sido o único a chegar a horas ao aeroporto, referindo apenas que “se deslocou por meios próprios”. “Era como se o carro do meu pai tivesse sido nacionalizado e dado ao Eusébio — o que acho bem e lícito”, comenta com humor. Hoje, guarda uma imagem desse ídolo sempre por perto. No fundo do telemóvel, está uma fotografia de Eusébio com a camisola do Benfica. “O Eusébio está impecável em todas as fotos. Às vezes perguntam-me: ‘Então tens uma foto do Eusébio em vez de teres das tuas filhas?’ E sou obrigado a responder: ‘As minhas filhas não marcaram um golo pelo Benfica.’” See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ricardo Sá Pinto é um daqueles jogadores que deixa marca nos adeptos do Sporting. Uma ligação emocional que resiste ao tempo. Contratado ao Salgueiros na época 1994/95, criou desde logo um vínculo especial com as bancadas de Alvalade. Um laço tão forte que ainda hoje lhe vale a alcunha de “Coração de Leão”. Mais tarde, transferiu-se para a Real Sociedad e, após três épocas em Espanha, teve nova oportunidade de regressar ao clube do coração. “Voltei com aquela vontade de ganhar um campeonato e jogar uma Champions pelo Sporting. Consegui ambas”, recorda. Mas apenas 15 dias depois de assinar novamente pelos leões, no verão de 2000, surgiu uma proposta que poucos recusariam: “Os dirigentes do Sporting na altura podem confirmar. O Real Madrid quis contratar-me e estava nas minhas mãos.” Sá Pinto tinha dado nas vistas na liga espanhola. Especialmente num jogo em que deixou Roberto Carlos, um dos melhores laterais-esquerdos da história, em agonia. O Real não ficou indiferente. Florentino Pérez, já então presidente dos merengues, chegou a afirmar publicamente que faltava pouco para que Sá Pinto se juntasse a Luís Figo, o primeiro galáctico da sua era. E Figo também fez pressão para voltar a ter Sá Pinto ao seu lado. Ambos tinham sido colegas nos leões e passaram muitos anos a jogar lado a lado na Seleção Nacional. Mas o negócio não se concretizou. “O Sporting seria ressarcido em dinheiro e com jogadores. Se eu quisesse sair, tinha saído. Mas, por incrível que pareça, disse não ao Real Madrid. Tinha acabado de voltar ao meu clube e trair o Sporting não é a minha forma de estar.” Sá Pinto admite que a decisão não foi fácil e garante que, se estivesse noutro clube estrangeiro, talvez não hesitasse. Mas o sportinguismo falou mais alto. A escolha acabou por ser recompensada. Em 2001/2002, já em Alvalade, foi peça importante na equipa que conquistou o título nacional, orientada pelo romeno Lazslo Boloni, e ao lado de nomes como Schmeichel, João Vieira Pinto ou Jardel — que lhe tinha escapado na primeira passagem pelo clube.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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